
HISTÓRIA DE GILBERTO
Uma noite nascia na cidade de Divinópolis no interior de Minas em 11 de julho de 1951, filho de Nair Ribeiro Evangelista e Leonídio da Matta Evangelista. Aquele neguinho que vos narra sua história quando pequeno, na seqüência de seu ciclo de vida, logo a seguir mudou-se com seus pais para Luzapós seu nascimento.
Morando lá naquela cidadezinha, no interior, próximo ao triângulo mineiro, local de terra vermelha, tendendo a quase roxa. Aos quatro anos gostava muito de brincar com passarinhos, armando arapuca, fazendo relva e usando constantemente um estilingue. Para matar rolinhas e fazer farofa. Um dos passaros que gostava de pegar e ter sempre era o canário-da-terra. Tive vários pássaros, más nenhum me encanta mais que o seu canto. Há Noites que chego a sonhar em estar morando em um lugar com muitas árvores e pássaros, dentre eles o predominante canto do canário-da-terra se sobre saindo; as vezes os colocava para brigar, como rinha, más somente entre eu e meus amigos. Os coleirinhos quando pegávamos em arapuca, os engaiolava más por pouco tempo, pois não tinhamos gosto pelo seu canto, tanto quanto pelo canário-da-terra. Havia outros, como o Trinca-ferro, passaro-preto, assanhaço, pintassilgo e outros mais que no momento não me lembro.
As relvas que fazíamos eram misturadas com semente de arroz, casca, cangica e farelo de milho, sempre nos quintais de nossas casas ou no sítio próximo, que também tinha muitos pássaros.
No uso do estilingue caçávamos: lagartos, cobras, diga-se de passagem, tinham muitas e ainda tem lá pelas bandas daquelas terras do centro-oeste.
Uma vez, quando eu e minha mãe almoçavamos, ví as galinhas cacarejando e quando olhei ví uma cobra vermelha e preta chamada Coral, tentei matá-la e ela pequenina, porém brava, correu atrás de mim e aí pequei meu estilingue e a fiz em pedaços.

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