sexta-feira, 30 de outubro de 2009

FOTO DO PARÁ

Pará

Belém do Pará
Outra cidade marcante na Amazônia é a capital do Pará, com sua culinária exótica, sendo similar à do Amapá.
Uma de suas atrações é o Mercado Ver o Peso, onde se concentram várias barracas de comidas e especiarias típicas da região, sendo quase impossível percorrê-las no mesmo dia.
Preferi logo experimentar uma tigela de Açaí com Granola e como meus colegas sabiam do risco à primeira vista me alertaram pelo mal que eu poderia passar.
No dia seguinte voltamos ao mesmo local e após almoçarmos uma tigela de açaí, hábito comum na região, provei o tradicional sorvete de Cupuaçu, uma delícia imensurável que jamais havia sentido.

Passei alguns meses em Belém terminando a elaboração do Projeto de Cargos e Salários da CMP- Mineração Novo Astro, local onde ficava centralizado o escritório.
Aos finais de semana iam visitar alguns locais como a Igreja do Nazaré, situada em uma praça no centro de Belém, e próximo Dalí o Teatro Municipal com sua arquitetura fantástica a começar pelos seus lustres coloniais, sendo considerado o mais belo do país.
Em uma segunda fase do projeto fui para a cidade de Viseu, onde se localizava outra mina de ouro do grupo.
Lá fiz apenas algumas entrevistas e regressei à capital.
Nesta localidade me chamou a atenção à planície que percorremos na estrada que em dado momento parecia dar tédio, sem nenhuma árvore próxima.
O motorista me explicou que há alguns anos atrás a floresta margeava toda aquela rodovia, e com o desmatamento ela desapareceu.
Ao longo do asfalto era comum ver manchas de sangue e couro de animais vitimados pelos pneus dos veículos, que ao tentarem ultrapassar não conseguiam evitar o acidente.
Saiba senhores leitores, que uma coisa é lermos as notícias pelos jornais sobre o desmatamento, outra coisa é estarmos in loco presenciando a cena devastadora que o hoje, na sua insaciável sede da riqueza material, ignorando nossas gerações futuras provocam nossa própria extinção.
É triste sabermos que em um futuro bem próximo nossos netos correm o risco de tomarem conhecimento sobre os animais só por fotografias ou filmes. Para vocês terem uma idéia, pode se encontrar pelas cidades do interior Lontras e Preguiças criadas em casa como animais de estimação.

Para os senhores terem uma idéia, o desrespeito pelo meio ambiente na região chega a ser assustador para qualquer leigo, a ponto de, quando da primeira vez em que lá cheguei aos portos, Chatas ancoradas com toneladas de madeiras nobres prontas para serem distribuídas ou exportadas nos navios.
Tive uma reação inesperada, ficando tremulo e sem palavras diante daquele quadro de destruição de nossas florestas.
Para se terem uma idéia, cada tora ao ser retirada da floresta, abre quilômetros de estrada adentro, uma verdadeira destruição, até chegar a qual foi selecionado para ser retirada.
Isto visto de por avião é chocante.

Somente com espírito patriótico como cada um de nós brasileiro poderá fizesse cumprir nossos direitos de resguardar este solo que nascemos vivemos e morreremos, podendo deixar um legado mais humano para gerações futuras, pois é muita coragem praticar atos tão nefastos, deixando me desolada diante deste quadro. , sem nenhuma árvore, há poucos anos atrás a floresta ali estava presente. Nas estradas longínquas é comum defrontar com carretas transportando toras com o diâmetro que na mesma dimensão ou diâmetro da carroceria.
Isto se vê em algumas cabeceiras de rios várias toras amarradas e se deslocando pela correnteza até chegar ao destino.
Como se isso não bastasse, sabe-se que vendem nossas terras para o exterior a preço de migalhas, usando para isso como fechada

Cada ONG internacional, que se utilizando desse escuto, explora nossa biodiversidade chegando a criar medicamentos com nossas ervas e patenteando redundando em uma tremenda pirataria internacional. Fazendo valer o nosso Hino Nacional. O solo fértil desta mãe gentil, pátria amada Brasil, deveria merecer de nossas autoridades mais respeito,
Se o Senhor desta grandeza, desafia o nosso peito a própria morte do quê a terra mais garrida, seus risonhos lindos campos tem mais flores
O Pátrio amada idolatrada , salve, salve.
Frases do nosso Hino Nacional que nossos políticos deveriam se orgulhar e fazer cumprir a guarda de nossa Amazônia, utilizando para isso nem que fossem nossas forças armadas, tratando como uma região de segurança Nacional, resguardando não somente a nossa Pátria, como toda a humanidade, uma vez que temos aqui o pulmão do mundo.
Mas pergunto se os senhores leitores como não utilizar nossa Amazônia, um gigante com potencial imensurável da sua biodiversidade, que como solução órgãos governamentais desenvolvam projetos sustentáveis como o próprio Ecoturismo na região e etc. etc.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

CURIAÚ


São uma região de Quilombolas, escravos que se refugiavam nas matas fugindo de seus senhores na época dos escravos.
Sempre que possível eu ia até lá passear e aprender os costumes de meus ancestrais.
Certa noite presenciei uma festa de dança em uma tenda onde senhoras com vestidos xadrez dançavam com graciosidade com uma mão segurando a saia comprida e os pés descalços, balançando as cadeiras em um ritmo contagiante ao som de tambores deitados ao chão, tocados por rapazes, usando como vaquetas galhos verdes e flexíveis, produzindo som próximo ao do Congado de Minas Gerais.

Trajando de branco, mantinham ritmo até o sol raiar, revezando em alguns intervalos.
As meninas e senhoras também mantinham o ritmo da dança com seu rebolado com uma resistência notável por longas horas, e a cada intervalo regressavam com a mesma garra. Durante o dia podia se ver porcos andando livremente pelo povoado e quando menos esperava sumiam embrenhando mata adentro.
Eram animais de pelo negro, cabeludos e altos chegando a atingir facilmente a cintura de um homem.
O povoado tinha uma limpeza notável, não se encontrando nenhum papel ou lixo caído pelo chão.
Ao lado do povoado, na época das chuvas, característica que define o inverno na região, um riacho enchia de água, se transformando em pastagem predileta de búfalos.
Ao olhar lá no horizonte do lago de vez em quando via uma canoa atravessando sendo remada por um ribeirinho ou morador da região, por uma barra grande.
Era uma paisagem muito bonita, pois sempre nadando próximo via se uns búfalos.
Vistos da estrada, ao longe apareciam apenas suas cabeças com seus longos chifres longos e arqueados em movimentos que às vezes sumiam, era quando iam ao fundo do lago.
Em certa manhã de Domingo eu e meus amigos resolvemos tirar fotos ao lado de búfalos na estrada e ao tentar uma melhor pose, pediram para que eu me afastasse, ficando bem próximo da fera, e imaginem senhores leitores quando olhei para trás estava quase na cara do gigante de quase quinhentos quilos, há uns dois metros.
Como não deu para eu sair correndo, bateram a foto e pasmem senhores, o búfalo em questão era manso porque senão não sei o que seria de mim naquele momento. Logo após discuti com os caras, pois levei um susto danado e eles nem para me avisarem que já estava tão próximo da fera.
Periodicamente eu gostava de correr por ali na rodovia por horas, fazendo meu treinamento que começava às seis horas da Manhã, e para surpresa minha comecei a ouvir um barulho diferente e para surpresa , quando olhei de lado era o revoar de um bando de pássaros que cobriam o céu, sobre o lago que quase ficou coberto de aves ribeirinhas, como se fosse ao pantanal , uma cena só vista em especiais quando passados na televisão sobre aves migratórias, com suas cores predominantemente avermelhadas do tamanho = tamanho de garças.
Naquela manhã pude captar uma imagem rara jamais por mim presenciada difícil de esquecer.
Foram cenas maravilhosas que tenho daquela região inesquecível.
Na época de inverno é marcada por chuvas constantes e muitos funcionários do Novo Astro gostavam de embrenhar pela mata para caçar. Fiquei muito amigo de um rapaz que era mateiro pessoa da região que pode fazer demarcações locais tanto geográficas quanto geológicas no auxílio a profissionais destas áreas.
Em determinado dia, junto com um motorista me chamaram para irmos até a Oiapoque na divisa com as Guianas Francesas em um Jipe Toyota, único veículo capas de trafegar por aquelas áreas devido a sua tração nas quatro rodas.
No dia da partida calculamos que apesar dos sessenta quilômetros de distância até a Oiapoque, entre ida e voltas devido ao tempo chuvoso poderiam demorar o dia todo, então preferimos não arriscar, pois normalmente só com folga de quinze dias é que se tornava possível. Outra coisa memorável era os churrascos patrocinados pela Mineração para alegrar a rapaziada e consumir as carnes de búfalos em abundância que aconteciam todas as sexta feiras.
O papo rolava legal e entre os colegas, um engenheiro de manutenção Thompson de origem Inglesa da cidade de Liverpool gostava muito de falar sobre os Beatles, papo que levávamos até altas horas da madrugada em Inglês, aproveitando para praticar minha conversação.
Como dissera, ele era músico, e nesse campo o assunto era interminável, além de adorar as praias de Natal, onde pretendia mais tarde morar definitivamente.

Outra região importante próxima Dalí era a Fazendinha, onde se localiza a praia de água doce da cidade de Macapá.
Marco Zero também é um local marcante, onde a linha do Equador linha para por cima de um restaurante dividindo o Hemisfério Norte e Sul. Para mim aquele foi um momento historio por ter a chance de pisar nos dois hemisférios ao mesmo tempo.
A temperatura média sempre acima de trinta e cinco graus a umidade relativa do ar constante, fazendo com que muita gente não conheça ou não use o cobertor ou blusa de frio durante todo o ano.

AMAPÁ


AMAPÁ
Nas minhas viagens profissionais este estado contribuiu muito para a minha cultura, aprendendo sobre seu povo e hábitos.
Em Macapá encontrei uma terra com um vermelho forte cercado por braços de rios para todos os lados, sem contar com o grandioso rio Amazonas, um gigante que de tão majestoso não da para ver o outro lado de sua margem.
Eu sempre ficava hospedado no Hotel Novo Mundo às margens do Rio Amazonas onde ancorava as embarcações tanto de tripulantes como mercantil.
Uma estrutura insipiente representada apenas por um ancoradouro simples.
Gostava de ver as embarcações maiores ancorarem e algumas chegavam a ter três andares e ali dentro predominavam redes.
As redes estendidas só se tornavam fáceis de entenderem os próprios ribeirinhos, por dominarem a região e aquele tipo de transporte com suas instalações complexas, para quem não é da região.
Aos pés das redes as bagagens dos tripulantes colocadas bem arrumadas para não misturarem durante a viagem até seu destino.
Estas viagens podem durar semanas mata adentro pelos rios e canais em trajeto interrupto a dia e noite.
Esse meio de locomoção é e mais prático, pois dada as características da região somente assim se pode deslocar na maioria das viagens.
Terra (onde se cultiva o Açaí e Cupuaçu, além de outras especiarias como Pupunha, Mandioca) Macaxeira_ e outras.
Outra coisa notável é a Farinha de com várias cores e aspectos, tornando produto principal do Escambo na troca de outros produtos, sem a interferência da moeda.
Existe até uma feira especializada neste tipo de negocio, na qual fui várias vezes visitar
Os ribeirinhos viajam dias em embarcações trazendo estes produtos de várias localidades, regressando com outros produtos como açúcar, sal e outros.
Outra coisa notável é a planície do Amapá, não sendo visível nenhuma montanha ou desnível topográfico, chamando a atenção quando se olha no horizonte em qualquer direção.
Como sou apaixonado por pássaros, lá existem em abundância, sendo os Curiós bem mansos notadamente em Curiaú.
Outro pássaro diferente pelo seu canto a Cigarra, que conseguí trazer , mas quando cheguei a casa e o coloquei em um alçapão até comprar uma gaiola a minha filha Janaina o soltou, alegando que estava com dó e o soltou.

AMAPÁ E PARÁ

AMAPÁ
Nas minhas viagens profissionais este estado contribuiu muito para a minha cultura, aprendendo sobre seu povo e hábitos.
Em Macapá encontrei uma terra com um vermelho forte cercado por braços de rios para todos os lados, sem contar com o grandioso rio Amazonas, um gigante que de tão majestoso não da para ver o outro lado de sua margem.
Eu sempre ficava hospedado no Hotel Novo Mundo às margens do Rio Amazonas onde ancorava as embarcações tanto de tripulantes como mercantil.
Uma estrutura insipiente representada apenas por um ancoradouro simples.
Gostava de ver as embarcações maiores ancorarem e algumas chegavam a ter três andares e ali dentro predominavam redes.
As redes estendidas só se tornavam fáceis de entenderem os próprios ribeirinhos, por dominarem a região e aquele tipo de transporte com suas instalações complexas, para quem não é da região.
Aos pés das redes as bagagens dos tripulantes colocadas bem arrumadas para não misturarem durante a viagem até seu destino.
Estas viagens podem durar semanas mata adentro pelos rios e canais em trajeto interrupto a dia e noite.
Esse meio de locomoção é e mais prático, pois dada as características da região somente assim se pode deslocar na maioria das viagens.
Terra (onde se cultiva o Açaí e Cupuaçu, além de outras especiarias como Pupunha, Mandioca) Macaxeira_ e outras.
Outra coisa notável é a Farinha de com várias cores e aspectos, tornando produto principal do Escambo na troca de outros produtos, sem a interferência da moeda.
Existe até uma feira especializada neste tipo de negocio, na qual fui várias vezes visitar
Os ribeirinhos viajam dias em embarcações trazendo estes produtos de várias localidades, regressando com outros produtos como açúcar, sal e outros.
Outra coisa notável é a planície do Amapá, não sendo visível nenhuma montanha ou desnível topográfico, chamando a atenção quando se olha no horizonte em qualquer direção.
Como sou apaixonado por pássaros, lá existem em abundância, sendo os Curiós bem mansos notadamente em Curiaú.
Outro pássaro diferente pelo seu canto a Cigarra, que conseguí trazer , mas quando cheguei a casa e o coloquei em um alçapão até comprar uma gaiola a minha filha Janaina o soltou, alegando que estava com dó e o soltou.

CURIAÚ

São uma região de Quilombolas, escravos que se refugiavam nas matas fugindo de seus senhores na época dos escravos.
Sempre que possível eu ia até lá passear e aprender os costumes de meus ancestrais.
Certa noite presenciei uma festa de dança em uma tenda onde senhoras com vestidos xadrez dançavam com graciosidade com uma mão segurando a saia comprida e os pés descalços, balançando as cadeiras em um ritmo contagiante ao som de tambores deitados ao chão, tocados por rapazes, usando como vaquetas galhos verdes e flexíveis, produzindo som próximo ao do Congado de Minas Gerais.

Trajando de branco, mantinham ritmo até o sol raiar, revezando em alguns intervalos.
As meninas e senhoras também mantinham o ritmo da dança com seu rebolado com uma resistência notável por longas horas, e a cada intervalo regressavam com a mesma garra. Durante o dia podia se ver porcos andando livremente pelo povoado e quando menos esperava sumiam embrenhando mata adentro.
Eram animais de pelo negro, cabeludos e altos chegando a atingir facilmente a cintura de um homem.
O povoado tinha uma limpeza notável, não se encontrando nenhum papel ou lixo caído pelo chão.
Ao lado do povoado, na época das chuvas, característica que define o inverno na região, um riacho enchia de água, se transformando em pastagem predileta de búfalos.
Ao olhar lá no horizonte do lago de vez em quando via uma canoa atravessando sendo remada por um ribeirinho ou morador da região, por uma barra grande.
Era uma paisagem muito bonita, pois sempre nadando próximo via se uns búfalos.
Vistos da estrada, ao longe apareciam apenas suas cabeças com seus longos chifres longos e arqueados em movimentos que às vezes sumiam, era quando iam ao fundo do lago.
Em certa manhã de Domingo eu e meus amigos resolvemos tirar fotos ao lado de búfalos na estrada e ao tentar uma melhor pose, pediram para que eu me afastasse, ficando bem próximo da fera, e imaginem senhores leitores quando olhei para trás estava quase na cara do gigante de quase quinhentos quilos, há uns dois metros.
Como não deu para eu sair correndo, bateram a foto e pasmem senhores, o búfalo em questão era manso porque senão não sei o que seria de mim naquele momento. Logo após discuti com os caras, pois levei um susto danado e eles nem para me avisarem que já estava tão próximo da fera.
Periodicamente eu gostava de correr por ali na rodovia por horas, fazendo meu treinamento que começava às seis horas da Manhã, e para surpresa minha comecei a ouvir um barulho diferente e para surpresa , quando olhei de lado era o revoar de um bando de pássaros que cobriam o céu, sobre o lago que quase ficou coberto de aves ribeirinhas, como se fosse ao pantanal , uma cena só vista em especiais quando passados na televisão sobre aves migratórias, com suas cores predominantemente avermelhadas do tamanho = tamanho de garças.
Naquela manhã pude captar uma imagem rara jamais por mim presenciada difícil de esquecer.
Foram cenas maravilhosas que tenho daquela região inesquecível.
Na época de inverno é marcada por chuvas constantes e muitos funcionários do Novo Astro gostavam de embrenhar pela mata para caçar. Fiquei muito amigo de um rapaz que era mateiro pessoa da região que pode fazer demarcações locais tanto geográficas quanto geológicas no auxílio a profissionais destas áreas.
Em determinado dia, junto com um motorista me chamaram para irmos até a Oiapoque na divisa com as Guianas Francesas em um Jipe Toyota, único veículo capas de trafegar por aquelas áreas devido a sua tração nas quatro rodas.
No dia da partida calculamos que apesar dos sessenta quilômetros de distância até a Oiapoque, entre ida e voltas devido ao tempo chuvoso poderiam demorar o dia todo, então preferimos não arriscar, pois normalmente só com folga de quinze dias é que se tornava possível. Outra coisa memorável era os churrascos patrocinados pela Mineração para alegrar a rapaziada e consumir as carnes de búfalos em abundância que aconteciam todas as sexta feiras.
O papo rolava legal e entre os colegas, um engenheiro de manutenção Thompson de origem Inglesa da cidade de Liverpool gostava muito de falar sobre os Beatles, papo que levávamos até altas horas da madrugada em Inglês, aproveitando para praticar minha conversação.
Como dissera, ele era músico, e nesse campo o assunto era interminável, além de adorar as praias de Natal, onde pretendia mais tarde morar definitivamente.

Outra região importante próxima Dalí era a Fazendinha, onde se localiza a praia de água doce da cidade de Macapá.
Marco Zero também é um local marcante, onde a linha do Equador linha para por cima de um restaurante dividindo o Hemisfério Norte e Sul. Para mim aquele foi um momento historio por ter a chance de pisar nos dois hemisférios ao mesmo tempo.
A temperatura média sempre acima de trinta e cinco graus a umidade relativa do ar constante, fazendo com que muita gente não conheça ou não use o cobertor ou blusa de frio durante todo o ano.


Belém do Pará
Outra cidade marcante na Amazônia é a capital do Pará, com sua culinária exótica, sendo similar à do Amapá.
Uma de suas atrações é o Mercado Ver o Peso, onde se concentram várias barracas de comidas e especiarias típicas da região, sendo quase impossível percorrê-las no mesmo dia.
Preferi logo experimentar uma tigela de Açaí com Graviola e como meus colegas sabiam do risco à primeira vista me alertaram pelo mal que eu poderia passar.
No dia seguinte voltamos ao mesmo local e após almoçarmos uma tigela de açaí, hábito comum na região, provei o tradicional sorvete de Cupuaçu, uma Delícia imensurável que jamais havia sentido.

Passei alguns meses em Belém terminando a elaboração do Projeto de Cargos e Salários da CMP, Mineração Novo Astro, local entre onde ficava m centralizado o seu escritório.
Aos finais de semana iam visitar alguns locais como a Igreja do Nazaré, situada em uma praça no centro de Belém, e próximo Dalí o Teatro Municipal com sua arquitetura fantástica a começar pelos seus lustres coloniais, sendo considerado o mais belo do país.
Em uma segunda fase do projeto fui para a cidade de Viseu, onde se localizada outra mina de ouro do grupo.
Lá fiz apenas algumas entrevistar e regressei à capital.
Nesta localidade me chamou a atenção à planície que percorremos na estrada que em dado momento parecia dar tédio, sem nenhuma árvore próxima.
O motorista me explicou que há alguns anos atrás a floresta margeava toda aquela rodovia, e com o desmatamento ela desapareceu.
Ao longo do asfalto era comum ver manchas de sangue e couro de animais vitimados pelos pneus dos veículos, que ao tentarem ultrapassar não conseguiam evitar o acidente.
Saiba senhores leitores, que uma coisa é lermos as notícias pelos jornais sobre o desmatamento, outra coisa é estarmos in loco presenciando a cena devastadora que o hoje, na sua insaciável sede da riqueza material, ignorando a sobrevivência de nós humanos e para as gerações futuras.
É triste sabermos que em um futuro bem próximo nossos netos correm o risco de tomarem conhecimento sobre os animais só poderão ocorrer através de fotografias ou filmes. Para vocês terem uma idéia, pode se encontrar pelas cidades do interior Lontras e Preguiças criadas em casa como cães de estimação.

Para os senhores terem uma idéia, o desrespeito p elo meio ambiente na região chega a ser assustador para qualquer leigo, a ponto de, quando da primeira vez em que lá cheguei aos portos Chatas ancoradas com toneladas de madeiras nobres prontas para serem distribuídas ou exportadas nos navios.
Tive uma reação inesperada, ficando tremulo e sem palavras diante daquele quadro de destruição de nossas florestas.
Para se terem uma idéia, cada tora ao ser retirada da floresta, abre quilômetros de estrada adentro, uma verdadeira destruição, até chegar a qual foi selecionado para ser retirada.
Isto visto de por avião é chocante.
Gostaria que o Presidente e demais Órgãos envolvidos nessa questão tão complexa, más apenas com falta de homens que queiram preservar e valorizar nosso país , e sobre tudo com espírito patriótico como cada um de nós brasileiros fizesse cumprir nossos direitos de resguardar este solo que nascemos vivemos e morreremos, podendo deixar um legado mais humano para nossos filhos, netos e demais gerações, pois é muita coragem praticar atos tão nefastos, chegando a sentir uma dor no coração deixando me desolada diante deste quadro, e ao falar com algumas pessoas alegarem que grande parte do horizonte que se vê em um horizonte sem fim, sem nenhuma árvore, há poucos anos atrás a floresta ali estava presente. Nas estradas longínquas é comum defrontar com carretas transportando toras com o diâmetro que na mesma dimensão ou diâmetro da carroceria.
Isto se vê em algumas cabeceiras de rios várias toras amarradas e se deslocando pela correnteza até chegar ao destino.

EMPREGOS

Empregos
Após o término do estágio na Petrobrás, fui trabalhar na Cofre lar, uma Instituição financeira conceituada no Rio de Janeiro conseguindo colocar em prática os ensinamentos adquiridos. Nesta empresa consegui implantar um Plano de Avaliação de Desempenho com grande êxito, tanto que no final do primeiro ano de trabalho recebi um convite para trabalhar no Estaleiro Mauá em Niterói.

No Estaleiro foi uma experiência nova, tendo que acordar todos os dias às cinco e quarenta da manhã e pegar um saveiro da Pça Quinze até o Estaleiro.
Comecei desempenhando minha função como Analista de Cargos e Salários visualizando toda linha de produção desde projeto até lançamento de navio ao mar. No levantamento das funções me deslocava até as cavernas dos navios com temperatura média de quarenta e cinco graus no verão e em tarefas administrativas fazendo pesquisas salariais com outras grandes empresas, Naquela época implantamos um Plano de Cargos e Salários com nova nomenclatura de cargos estabelecendo Carreira Profissional que até hoje PE adotada pela categoria dos metalúrgicos da construção naval no Rio de Janeiro.

Na Bolsa de Valores foi um novo marco há minha história, pois dada às características da empresa tive que aprender informática para acompanhar a agilidade das informações exigidas.
Comecei a fazer vários cursos nesta área e como não tinha tempo para praticar ficava até altas horas da madrugada aprendendo, pois tinha que correr contra o tempo.
Após alguns medes todos os relatórios da área já estavam informatizados, dentro dos padrões de exigibilidade da empresa.
Em reuniões do Grupisa o qual a Bolsa fazia parte conheci o Prof. Zimpeck, um dos ícones da área, que havia me indicado à empresa.
Consultoria de Cargos e Salários
Houve uma época que o mercado era muito atraente para os profissionais desta área e eu recebi ia muitos convites para pequenos projetos de pesquisas até que em dado momento me vi envolvido em projetos maiores.
Participei de vários projetos pela Laborconsult no Rio e Fator em São Paulo, ora fazendo parte da equipe, hora como líder do projeto.
Em dado momento resolvi me lançar no mercado, chegando a disputar com gigantes tradicionais como Priace Watherhouse, conseguindo ser o escolhido e para o maior desafio da minha carreira desenvolvendo um projeto em uma na segunda mina de ouro do país no estado do Amapá, chamada Mineração Novo Astro.
Neste projeto, depois de formalizados os convites, participaram em presas representativas como: Projeto Jarí (Monte Dourado), Cadan, Albrás, VRD, Petrobrás, Morro Velho e outras.
Outra atividade relevante foi o trabalho de atualização dos cargos do Grupisa que constou de bárias reuniões e palestras com os representantes das empresas, visando envolve-las no Projeto.
Ao final conseguimos um resultado muito bom, atendendo ao objetivo proposto, com nova nomenclatura, além de informatizado e todo o sistema de pesquisa integrado.
Este Projeto marcou uma nova etapa nas pesquisas salariais.

sábado, 12 de setembro de 2009

Estágio em RH na Petrobras
Ao iniciar o Estágio em mil novecentos e setenta e nove passei a integrar um grupo de onze estagiários vindos de diversas Faculdades.
No dia da entrevista para conhecimento entre estagiários e os coordenadores, sentados em uma mesa, um deles me perguntou se eu falava Inglês.
A partir daí o Sr. Raphael começou a falar comigo em Inglês, pois enquanto isto ia colocando em pratica nossa conversação.
Minha primeira tarefa foi elaborar gráficos de pesquisa salariais com orientação do Sr. Tadeu, chefe do Departamento de Cargos e salários.
Como pesquisadores de RH buscavam sempre informações em artigos da Harvard University onde eu tinha participações em algumas traduções contribuindo para o enriquecimento do meu back ground.
Comecei a participar das reuniões do Grupo de Permutas Salariais – GRUPISA- onde fazem parte empresas de diversos segmentos econômicos. Neste período ganhei uma bolsa integral do curso de especialização em Recursos Humanos na Fundação Getulio Vargas.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Trabalho
Ao chegar no Rio fui trabalhar na Casa de Saúde Santa Lucia em Botafogo depois no Hospital Italiano no Grajaú, como chefe de Faturamento Hospitalar.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

A BANDA DO SCALA

Atualmente faço parte de bandas tocando em bailes de carnaval e pré carnavalesco e toco também na orquestra do Scala.
Faço parte de uma excelente orquestra de trinta músicos altamente profissionais alguns deles tem até experiência internacional acompanhando artistas famosos no exterior.
Quando da minha estréia na orquestra, ela foi ovacionada várias vezes e como cartão de visita fui elogiado pelo Maestro, me dando boas vindas e contando comigo para os próximos anos.

MANGUEIRA


A VERDE E ROSA
Em 1976 quando aqui cheguei a um sábado de carnaval com a intenção de assistir ao desfile das Escolas de Samba fui para Avenida Presidente Vargas, conhecer as arquibancadas da passarela do Samba. Lá chegando conheci algumas pessoas e soube que os ingressos estavam esgotados então comecei a preparar a estratégia para assistir ao show de graça e à noite voltei para ver o desfile quando cheguei procurei me acomodar no alto da estrutura metálica da arquibancada, onde consegui uma visão privilegiada, juntamente com outras pessoas que lá se encontravam. O Império Serrano estava terminando de desfilar e estava muito bonito, sendo aplaudido pelos milhares de pessoas das arquibancadas que estavam lotadas.
Logo depois anunciaram a próxima que era a Estação Primeira de Mangueira sendo aplaudida e logo depois um silêncio não muito longo até o surdo de a Bateria começar a tocar.
Começou o samba e ninguém ficou mais parado naquela arquibancada. Eu que estava ali presente ouvindo e vendo aquilo tudo, imaginem senhores leitores como fiquei. Sem notar, passei a mão nos meus olhos e as lágrimas brotaram como em milhares de rostos que ali estavam dadas a emoção que, sem saber de onde nascia sem percebermos, todavia era a presença da Verde e Rosa que estava proporcionando aquele momento mágico.
Visto de o alto o bailar do mestre sala Delegado e sua Porta Bandeira que até hoje tenho em minha memória demonstrando arte e dedicação total ao Samba.
Logo atrás vinha a Bateria do mestre Waldomiro, que desde sua entrada na Avenida um som diferente dos Tamborins se destacava dando repeniques em uma harmonia perfeita e iniqualavel ao Samba Enredo.
A emoção ia tomando conta da platéia na medida em que a Bateria se aproximava constatando que a Verde e Rosa é pura emoção.
A Infância ligada à Mangueira

Quando criança na cidade de Luz, MG eu gostava de assistir a Festa do Rosário e ficava impressionado pelas vestes que os Ternos de Dança usavam.
Trajavam chapéus com penachos grandes revestidos de espelhos pequenos e reluzentes, e como complemento uma fantasia em cores fortes lembrando muito as cores da Mangueira em suas fantasias. Os adereços eram retratos de santos ligados a festa do Divino.
Os tambores com suas batidas fortes me faziam dançar devido ao ritmo na sua pegada com a cantoria. Isto fez me estabelecer uma ligação em suas raízes muito forte entre as duas culturas , em especial à Mangueira.
Outro paralelo relevante são as homenagens prestadas ao Mestre Vitalino, um dos grandes escultores do nosso país, que sempre é homenageado em nossa cultura musical nestas duas vertentes culturais.

Meu cunhado conhecia um influente diretor de harmonia na Mangueira e este pediu que eu o procurasse num sábado para que fosse apresentado ao saudoso mestre Waldomiro. No sábado seguinte, lá estava eu sendo apresentado na verde e rosa, onde permaneci por vinte e cinco anos .neste periodo participei de shows e gravações em várias partes do Brasil com artistas renomados como Chico Buarque, Jorge Bem Jor, Sandra de Sá, Alcione, Beth Carvalho e outros, alem de conhecer estrelas como Sting e outros.
Era sempre selecionado pelos mestres Taranta, Alcir, Birinha, Ximbico e outros para esses eventos, passando a constituir uma atividade adicional de trabalho devido à renda proporcionada. Naquela época tínhamos total liberdade para elaborarmos a coreografia. Uma vez noticiaram em um jornal que até a bateria dançava, além de tocar incomparavelmente destacando seus tamborins e surdo de marcação na avenida que levavam a platéia ao delírio.
Tínhamos consciência que ser Mangueirense é um estado de espírito e fazíamos fluir a emoção.Os tamborins tocavam diferentes produzindo uma uniformidade de som único, como a cadência de uma orquestra que ao longe se conhecia, não deixando ninguém parado.
No desfile das Super Campeães logo no início do Sambódromo foi inesquecível.Como ela era a última a desfilar entramos na Avenida por volta de nove horas da manhã e com a temperatura de aproximadamente 40graus.
Tocamos como nunca, pois a bateria estava com 180 ritmistas, na Praça de dispersão voltamos tocando e ninguém arredou o pé se transformando até hoje em um dos maiores shows que a Verde e Rosa já proporcionou em minha opinião.

O SAMBA NO RIO DE JANEIRO

Tive sorte de vir de Minas para o Rio de Janeiro, uma cidade fantástica onde existe uma miscigenação de fato em todos os sentidos. Embora exista racismo velado muito grande no país, este estado é o mais democrático.

Muito samba na praia ao chegar ao Rio e todo o sábado tinha aquela pelada no posto seis em Copacabana.
Aos domingos o samba comia solto no Arpoador após quatorze horas como estávamos sempre sem dinheiro, passávamos o chapéu recolhendo gorjeta dos turistas para tomarmos cerveja e mais tarde irmos ao Maracanã assistir o Mengão. Comecei então a tocar tamborim, aprendendo com os amigos da turma do pagode após muita observação.
Vi que a tendência era que todos tocassem sempre da mesma maneira, daí a idéia de tocar diferente produzindo um som mais compacto e harmônico e dentro dessa harmonia deixar evidente o compasso do samba. Passei então a fazer exercícios de braço e punho utilizando movimentos cadenciados com um tijolo comum de barro. Isto era para que eu pudesse suportar o tempo de acompanhamento de um samba sem perder o ritmo ou ficar cansado.
Numa dessas tardes de pagode na praia um dos amigos me chamou para irmos ao Salgueiro para ser apresentado ao mestre de bateria daquela escola. Chegando lá toquei alguns sambas e me deram uma carteira para integrar ao grupo de ritmistas daquela escola.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Música

Minha trajetória foi sempre ligada à música. Sempre cantando desde criança.
Gostava de cantar músicas de Ray Charles em Luz aos sete anos de idade e recentemente um amigo de infancia José Maria me lembrou que eu ficava na janela da sala lá de casa cantando “Yesterday” e “I Can’t Stop Lovin You” e a vizinhança ficava a me ouvir e elogiavam . Isto se deve a minha mãe, que não parava de cantar.

Em Belo Horizonte aos 17 anos no baile de formatura do segundo grau no clube Militar de BH um colega de sala me viu pensativo e perguntou se eu gostaria de cantar naquela noite, naquele baile e eu disse que sim. Não sei como ele falou com o dono do grupo musical e lá fui eu tirar o tom da musica “Yester my Yester you Yesterday” de Steve Wonder.
Após o intervalo cantei a música e fui aplaudido da metade da música até o final.
Não sei de onde surgiram tantas meninas bonitas que se sentaram a meus pés para ouvir a música. Após o show vieram me pedir autógrafos e pediram “bis”.

A partir daí passei a cantar aos sábados naquele grupo musical, Os Jovens. Depois fui para o conjunto de Tony Matos de Sete Lagoas.
Toda a quinta-feira ensaiava novas músicas e eu me envolvia cada vez mais.
Chegava a gravar uma música em quinze minutos e depois trabalhava sua tradução para saber seu conteúdo e das músicas pesquisadas as mais ricas eram dos “Beatles”, que me fascinava pela capacidade melódica e conteúdo de suas letras.
Todas elas mereciam uma interpretação especial, porém nenhuma me encantava tanto quanto “Something” que era difícil de interpretar devido à passagem da primeira para a segunda parte sem perder o tom.
Digo interpretar, pois não sei por que, ao cantá-la me transportava para o nirvana e quando me viam falavam que eu estava com os olhos cheios de lágrimas confirmava aí uma relação espiritual muito estreita com a música embora nunca tenha estudado música e não saber nenhuma nota musical sequer. Quando eu dizia isso meus amigos do conjunto riam de mim e não acreditavam.
Como treinamento da minha voz sempre ia para um sítio no final do bairro Nova Granada onde morava e cantava várias vezes a mesma música desenvolvendo o máximo o meu potencial vocal.
Uma vez ao terminar a missa dominical uma família estava me olhando e a senhora me perguntou se eu era o rapaz que cantava aquelas músicas que ela gostava de ouvir e me parabenizaram.
Naquela época a caravana que acompanhava o conjunto para todos os lugares onde se apresentava aumentou bastante.

Músico na noite de BH.
Aos vinte anos cantava na noite de BH em casas noturnas.
Estive quase um ano na Boate Pìgaley, onde interpretava muitas músicas de John Matias e outros cantores de sucesso da época, um repertório variado incluindo músicas brasileiras como Sambas e MPB.
Naquela época recebi convite para gravar disco porém como tinha que vir para o Rio acabei desistindo, pois comecei a me preocupar com o futuro e queria estudar.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009


FACULDADE


Ao chegar ao Rio de Janeiro em setenta e seis, me inscrevi no vestibular das Faculdades Integradas Simonsen, em Padre Miguel, fazendo as provas de vestibular no domingo. Logo após fui saber o resultado e lá estava meu nome como aprovado na relação.
Começava então a realizar meu sonho de fazer curso de nível superior em Administração de Empresas. Comecei então a pensar em como pagar as mensalidades, pois naquela semana estava iniciando em um novo emprego em uma Casa de Saúde Santa Lucia em Botafogo.
O dinheiro disponível só dava para pagar a matrícula, mas soube que o governo estava institucionalizando o Crédito Educativo que viria a financiar meus estudos até a formatura.
Saia do trabalho todos os dias apressado para pegar o trem na central do Brasil, os famosos trens, quarenta em um e quarenta e dois que andava diariamente no horário de mais movimento e era neles que tinha tempo para estudar.
Durante aqueles anos de viagens constantes, muita historia tenho para contar, com muito pagode, sueca e purinha com grupinhos constantes ou construídos momentaneamente para a ocasião.
Em uma das avarias, logo no início dos tempos de faculdade o trem chegou trinta minutos atrzadona estação de Padre Miguel onde eu desenbarcava, chegando no final da prova de Macro Economia. Tentei convencer ao professor, mas sem sucesso, acabei ficando em dependência nesta matéria. Minha luta era árdua, pois minha janta era apenas uma mariola todas as noites ao chegar à república.
Desde criança sabia lá no fundo de minha mente que para galgar caminhos triunfantes teria que abdicar de uma série de coisas consideradas normais, porém eu que vinha lá de baixo, sem pais ao meu lado, nada seria fácil e teria um preço muito alto que eu estaria disposto a pagar para atingir meu objetivo.
Esse Crédito Educativo me possibilitou estudar e concluir o curso de Administração de Empresas, uma dádiva que me levou a conquistar minha Alforria

Esta conquista recentemente me assustou, quando estava falando com minha esposa, chegando a me emocionar, pois foi uma longa estrada com muitos espinhos até certo ponto intransponíveis, mas sem saber que era impossível, fui lá a fiz, então me deu um calafrio e comecei a chorar.
Naquele momento me dei conta que ao final da estrada lá estava eu pisando em terra firme e ao imaginar que em algumas situações o chão aonde hoje piso chegou a não existir em dias e noites intermináveis da minha vida, com todos os problemas, inclusive morte prematura de minha mãe, quando eu tinha 12 anos e meu pai anos depois quando eu já estava para me formar, as coisas mais dolorosas que me aconteceram.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

MUDANÇA PARA BH

BELO HORIZONTE



TRABALHO

Ao chegarmos à capital tudo foi novidade para mim.
Iniciei trabalhando na oficina mecânica com meu pai.
Morávamos em Nova Granada, um bairro distante quarenta minutos do centro da cidade, mas tinha que passa pela Barroca, bairro onde ficava a oficina. Todos os dias na hora do almoço eu passava por uma rua onde morava uma menina chamada Sonia, que ficava me esperando no portão de sua casa e quando me via vinha andando ao meu lado me perguntando meu nome etc. Ela passou a me paquerar todos os dias.
Um belo dia ela me fez declaração de amor assim na lata e eu fiquei todo sem jeito. Meu pai ao ver aquilo me dava à maior força.
O tempo foi passando e neste período surgiu uma pessoa que iria me ajudar muito.

O Guru

Trabalhava na oficina um rapaz ex- padre chamado Hernani que era muito culto e estava sempre a estudar e ler. Ele foi conversando comigo e me transmitindo ensinamentos e postura em situações adversas da vida.
Isto foi muito importante para mim, pois fui assimilando cultura e agregando valores.

Novos Caminhos
Em uma determinada manhã cheguei para o meu pai e disse que não queria mais trabalhar como mecânico, e que iria procura trabalho em escritório.
Estas palavras deixaram meu pai muito chocado e cabisbaixo disse que apoiava minha decisão, mas que jamais deixasse de ser um profissional correto e procurasse sempre ser e fazer o melhor, fosse a profissão que escolhesse, pois dela eu tiraria o sustento da minha família com dignidade.

O Escritório
No dia seguinte saí procurando emprego e fui para a Avenida Afonso Pena, a principal avenida da cidade de BH escolher o prédio mais bonito.
Peguei o elevador e fui ao último andar, começando por ele e de porta em porta fui batendo e me oferecendo como Auxiliar de Escritório. Quando cheguei ao térreo tinha seguramente umas cinco propostas efetivas para escolher, optando então por um grande Escritório de Contabilidade. Iniciando por calculo de impostos. Este escritório pertencia ao Sr Pocrany Alves, um descendente de índio que apostou em mim e foi fundamental nesta nova atividade, me ensinando tudo da área.
No segundo emprego curiosamente os donos do escritório eram de Divinópolis, minha terra natal

Área Hospitalar

Aos vinte anos fui trabalhar em hospitais na
área administrativa como coordenador de grupo de trabalho nos primeiros atendimentos no Pronto Socorro.
Depois fui transferido para o Faturamento, trabalhando em vários outros até minha ida ao Rio de Janeiro, pois no fundo só me interessava à graduação em uma Universidade, visto que em Belo Horizonte havia pouco e minhas chances eram mínimas.

Sonho de ser Médico

Com muita dificuldade concluí o nível médio trabalhando e estudando à noite.
Fazia pré vestibular e isto fazia com que dormisse tarde da noite e muito cansado.
Fiz dois vestibulares com disputa muito acirrada e diante de minhas dificuldades passei a solicitar bolsa a vários países da Europa, Estados Unidos e Escandinávia até que uma Universidade em Estocolmo se prontificou a me acolher desde que conseguisse aporte financeiro para tal. Coincidentemente o Santos Futebol Clube foi jogar em BH, então conseguí falar com ele, o Rei Pelé, apresentando a ele os papéis da referida Universidade.
Para surpresa ele se prontificou a assumir os custos, bastando para isso à confirmação da inscrição na Instituição. Como o período letivo seria considerado somente para o próximo ano o tempo passou e eu desisti daquele sonho, me propondo a vencer no meu próprio país.
Como trabalhava em Hospital como Faturista às vezes fazia organogramas e fluxogramas de distribuição de medicamentos e estruturas administrativas.
Essas sugestões eram elogiadas pelos meus supervisores onde demonstrava um dom para Administração, levando-me a optar por esse curso, posteriormente.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Minha avó Laudicena
Meus avôs paternos sempre foram muito ligados aos filhos eu considerava minha avó Laudicena uma mulher a frente do seu tempo, por querer que meus tios fossem mecânicos.
Era profissão de vanguarda.
Todos os seus filhos se tornaram profissionais responsáveis, sendo as tias professoras exemplos naquela cidade.
Tia Tita

Das tias por parte da mamãe a que tinha o colo mais fofo era o da tia Tita, por ela ser gorda e muito carinhosa.
Quando ela me via já sabia que eu estava querendo o seu afago e começava a sorrir.
Desde o tempo em que ela morava na beira da linha do trem. No fundo do seu quintal passava um rio que podia até pescar peixes grandes.
Por ele às vezes via o meu primo Zezé nadar ora fazendo travessia para aquecimento, hora nadando percorrendo grande parte do seu leito até a ponte de ferro na entrada do bairro de Niterói.
Diga se de passagem ele era campeão de natação do interior de Minas Gerais e integrante da equipe do clube de Natação da cidade de Divinópolis.
Na minha infância e início da juventude muito me ensinou, po0is tinha um comportamento exemplar e era muito conhecido na cidade.
A Nicinha era a filha mais velha e tinha uma memória fotográfica fantástica.
Possuidora de uma força de bondade e perseverança incrivel sempre falava que iria para os Estados Unidos e se formaria em universidade e seria cidadã naturalizada naquele país.
Ao longo do tempo conseguiu seu intento e muito me ensinou por sua vontade de vencer
Os outros primos eram menores na época e eu não brincava muito com eles.
Naquela época brincávamos muito à beira da linha do trem e uma das brincadeiras era pular corda, e também perna de pau.Eram os períodos de férias de fim de ano mais felizes.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

INFÂCIA EM LUZ E DIVINÓPOLIS


NATAL E ANO NOVO
Nas festas de final de ano passávamos em Divinópolis na casa da vovó ou da tia Tita, irmã da mamãe íamos de jardineira (ônibus da época) levando o leitão do natal e ano novo em caixote na porta malas superior. Ao chegarmos era dividido para casa da vovó Laudicena e da tia Tita, era só alegria com todos os familiares.
NA ESCOLA

No Grupo Escolar Sandoval de Azevedo fiz meu primário, e como primeira escola lá tive minha primeira namorada platônica que foi a prof. Da. Marília. Muito dedicada me cativou pelo carinho, pois sempre que obtia resposta positiva em tudo dos alunos, ela acariciava-os com aquelas mãos afáveis ainda dava beijos. Moral da história, quem não queria ganhar um carinho e um belo beijo dela, tornando uma disputa muito grande entre todos os colegas pelas melhores notas, melhores trabalhos, melhores cadernos, melhor redação, melhor leitura no ditado.
Meus dois primeiros anos foram no grupo escolar, depois os subseqüentes foram nas escolas reunidas São Rafael. Um colégio de freiras muito rígidas .

Foi uma experiência muito boa, pois me ensinou a ter mais disciplinas, vendo melhor as coisas com uma ótica diferente, mais responsável.

Havia uma irmã muito brava chamada irmã Helena, que de tão rígida se alguém piscasse meio torto ela colocava .
DIVINÓPOLIS

Ao mudarmos para Divinópolis, partimos numa madrugada até Lagoa da Prata, e de lá pegamos o trem até a nova cidade.
Isto porque minha mãe queria viajar de trem e esta foi à maneira de meu pai satisfazê-la.
Como ninguém acreditava nesta mudança, soubemos que no dia seguinte as pessoas passavam em frente a nossa casa em Luz\ e não acreditavam, preferindo imaginar que tínhamos saído de férias, como costumávamos a fazer. Quando a minha volta àquela cidade isto veio a ocorrer trinta e cinco anos depois.
Chegamos a Divinópolis em Janeiro de sessenta e quatro, ano da revolução.
Inicialmente ficamos morando na casa de vovó por dois meses no bairro de Niterói e depois fomos morar em uma casa próximo a Igreja do bairro. Do quintal dava para ver o transito na principal rua, logo na entrada da cidade. Certa manhã veio um movimento muito grande de tanques de guerra do exército, foi quando minha mãe nos disse que era os soldados das forças armadas para defender o poder contra revolucionários e que estávamos vivendo uma revolução, fato que a toda hora era anunciada pelas rádios.
Não entendia nada, passando a me interessar pelos fatos pesquisando pelos jornais sobre política e comecei a entender o que acontecia no país.
Naquela época só trabalhava na oficina mecânica com meu tio Zé um dos irmãos de meu pai.
Diga-se de passagem, eram três tios, Sebastião, Zé e João e dois primos, Marcos e Carlos que adoravam motocicleta Harlley-Davisson. Um dia , quando voltávamos do almoço para o trabalho na garupa da Halley do tio Zé, ao entrar na ponte em alta velocidade, por um fio conseguimos passar entre o muro da lateral da ponte e a carroceria de um SCANIABIS.Naquele momento a moto estava a aproximadamente oitenta quilômetros e só deu tempo do tio Zé gritar “quieto”.
Lá do outro lado após passarmos a ponte paramos e respiramos fundo e ele com a mão para o céu, agradeceu a Deus.
Meus primos gostavam também de BSA, motos alemães da segunda guerra mundial.
Moramos em Divinópolis por mais oito meses, e depois fomos para Belo Horizonte.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

LEMBRANÇA DE LUZ

SÍTIO DO VILMAR

No sítio do Vilmar, meu amigo, próximo de casa, sempre ia pela manhã por volta de cinco horas e tomava leite quente na caneca, saindo diretamente do peito da vaca. Forte por essência, amarelado e grosso, fácil de dar nata grossa, este leite é uma delícia, com sabor totalmente diferente do que tomamos hoje em caixa, sendo que apenas a Parmalat se aproxima da realidade. Para quem não está preparado pode passar mal


OS CANÁRIOS-DA-TERRA

Pela manhã já começava a ouvir e ver os canários-da-terra cantarem, revoando e pousando nos mourões dos currais para saborearem as primeiras refeições. Era uma das mais belas cenas que pude presenciar até então.


AS VACAS

Outra cena magnífica era quando aparecia lá na porteira um cavaleiro correndo no cavalo e avisando de casa em casa em alto tom “Olha a vaca brava corram e se protejam que ela é brava” indo e voltando de um quarteirão ao outro. Depois voltava na porteira para dar apoio aos companheiros que em geral eram quatro ou cinco cavaleiros. As vacas vinham sempre de madrinhas, sendo também em torno de cinco mansas e uma brava, a que ia para o matadouro. Como um animal percebe a hora da morte, esta já saia do pasto percebendo seu final. Vinham os cavaleiros as conduzindo com cuidado e sempre se revezando e com cães treinados e sempre a brava se deslocava e andava rente a cerca ou muro das casas da rua. Qualquer portão ou brecha encontrada lá ia forçando e arrebentando tudo que via pela frente. Às vezes estas vacas entravam em uma rua ou quintal e saia na outra ou em dois ou três quintais depois, toda ensangüentadas, chegando às vezes a derrubar muros, adquirindo a força equivalente a um búfalo, representando um perigo até para os próprios cavaleiros que ali estavam conduzindo-as.
A vaca brava que mais deixou lembrança foi a Bainha, que derrubou e causou o maior estrago na rua, invadindo a maioria das dependências das casas da rua, tendo sido levada em um caminhão amuada e toda amarrada. Até as madrinhas tiveram que voltar no final da tarde. A cerca de casa era nova e ficou com vários mourões avariados.
Apos vários anos este quadro mudou e hoje o matadouro da cidade é quase que dentro da fazenda, onde fornecia naquela época o gado de corte para o frigorífico da cidade


Porquinho Tita


Era meu melhor amigo entre os porquinhos lá de casa. Meu pai ganhava muitos porcos naquela época, presenteados por amigos, para serem assados no natal.
Meu pai era mecânico, e como naquela época não havia muito dinheiro em circulação, muitas vezes ao consertar veículos de conhecidos ele não tinha coragem de cobrar pelos serviços prestados, daí sempre estávamos recebendo em casa quase como escambo, vários porcos, galinhas, coelhos, capivaras, carneiros, cabritos, doces, queijos, galões de litros de leite, cães de caça amestrados, pássaros, e até macacos.

O Tita foi um dos leitões filho de uma leitoa presenteada que não me lembro qual foram e como lá no quintal todos os animais e aves tinham nome, logo um filhotinho se destacou pelo carinho e apego a mim, passando a se chamar Tita.
Daí ele foi crescendo e nossa amizade ficando cada vez mais estreita e quando eu chegava da escola ele ia ao portão me esperar para brincarmos. Quando eu não ligava para ele, começava a me empurrar com o focinho frio, até notá-lo, para começáramos a brincar de esconde-esconde, comer na minha mão, coçar sua barriga ou fuçar o chão, quando eu estava furando para fazer uma pequena cerca, ou preparando área para construção de canteiros para horta.
Ele tinha uma cor preta com coleira branca. Minha irmã o tratava com mamadeira e sua comida era especial, não se misturando com os demais na hora da comida. Muito limpo, ele gostava de dormir no colo e quando conversávamos com ele parecia responder, rosnando baixinho.
Demonstrava um ser inteligente, e anos depois vim, a saber, que por pesquisas científicas foi provado que em geral os porcos são muito inteligentes.
Como em Luz, chovia sempre em época das águas, em uma madrugada, quando dormíamos ouvimos um barulho lá no chiqueiro mais não damos a devida atenção.
No dia seguinte quando fomos lá para tratá-los, o Tita estava com o pescoço prensado entre tábuas e morto, enforcado.
Toda família chorou, más as lágrimas não foram o suficiente para livrá-lo de ser assado, segundo a intenção do meu pai.


Suzete

Era uma cachorra vira-lata muito esperta e inteligente que criamos desde pequena
Toda preta e com uma coleira branca, muito pêlo no corpo, sempre foi tratada muito bem por todos da casa.
Ela faltava somente adivinhar meus pensamentos, de tão inteligente e amiga que era servindo até para caça, embora pequena, pelo seu faro e destreza em localizar a presa.



Rio
Era um papagaio que chegou lá em casa ainda filhote, presente do meu pai.
Começamos a ensinara-lhe a falar e quando adulto já falava bastante coisa, chegando a mexer com os vizinhos e às vezes nos envergonhava.
Ele adorava ficar sempre no pé de goiaba vermelha que era grande e de lá de cima falava e gritava.
Quando eu chegava da escola lá estava ele a me chamar para brincar “Beto, vem brincar”


Preto

Era um passáro-preto de meu pai que foi criado com arroz cozido desde cedo, comendo na mão.
Ele ficava sempre andando pelo chão na cozinha ou voando por cima dos móveis da casa. Cantava muito e todo o dia nos acordava bem cedo com aquele canto estridente. Meu pai gostava de andar com ele no ombro ou no dedo como um papagaio e quando isto acontecia ia cantando, de vez em quando coçar sua cabeça para que meu pai o acariciasse.
Outro animal que tinhamos em casa era Macaco, porém somente meu pai gostava e tinha intimidade com o bicho, dando-lhe banho, com xampu, alimentando-o, dando vacinas e remédio.
Nesta área dos macacos eu não entrava, sendo apenas um mero espectador.

sábado, 18 de julho de 2009


MEXIDO MINEIRO

Devo esclarecer que minha mãe gostava muito de fazer e comer mexido, comida feita de sobra do almoço levada ao fogão à lenha, com bastante tempero contendo alho ao ponto, e couve, com carne desfiada e farinha de mandioca. Minha mãe me ensinou que esta mistura em bolinha feita e comida com a mão é uma das tradições do interior mineiro. O frango com quiabo era uma especialidade dela que me pedia para colher o quiabo na horta quando necessário, e escolher o frango no quintal.
Até hoje não consigo esquecer também, o sabor da galinha ao molho pardo que chegava a ser disputado pela vizinhança.

AS GALINHAS DO QUINTAL

Outra coisa que eu gostava de fazer era quando ao ouvir as galinhas cantarem para botar, lá estava eu preparado com um pacotinho de sal no bolso, acompanhando-a até seu ninho e ao se abaixar para botar ovo eu aparava a mão e antes de cair eu o pegava ainda quentinho, dava um furo, misturava com um pouco de sal e bebia

Discretamente eu saia despistando e de vez em quando ouvia minha mãe falar e reclamar que as galinhas não estavam botando ovos, eu dizia sempre que não sabia de nada.
Eu já tinha feito amizade com as galinhas lá de casa, tratando-as pelo nome, até que surgiu um frango muito meu amigo, que se chamou Rabo Torto.
Quando eu chegava em casa ele vinha correndo e cantando para nós brincarmos de correr ou comer em minha mão; muito brigador e cantador, era o rei do pedaço, com as penas brilhantes.

A HORTA

Eu tinha de preparar os canteiros da horta, capinar e limpar o quintal. Às vezes eu plantava cana, pés de café, maracujá, e outras plantações. Aguava a horta e colhia: couve, tomate, alface, quiabo, salsinha, espinafre e outras hortaliças.
Eu também tinha que ir ao pasto buscar esterco para adubo.
Num belo dia chuvoso que fui limpar a cerca coberta com pé de maracujá, tive que rolar no chão para proteger - me de um marimbondo e quando olhei para cima ví tudo preto. Sai correndo agachado com várias mordidas e logo depois com o rosto um pouco inchado, dei minha tarefa por concluída.
Havia dois pés de goiaba sendo um de goiabas brancas e outro de goiabas vermelhas das quais minha mãe fazia uma caldeirada de doce que jamais comi igual. Este pé de goiaba vermelha dava quase todo ano, sendo elas do tamanho de laranja.

AS BRINCADEIRAS

Eu sempre dividia o tempo para brincar, estudar e ajudar minha mãe na limpeza.
Após voltar do grupo escolar encontrava com os amigos e iamos brincar de pegar passarinhos, nadar e andar pelas fazendas nas proximidades. Quando chovia os rios enchiam e lá estávamos a nadar definidos por nós como bons lugares para mergulhar, sem que a água nos levasse. Pelos caminhos iamos comendo as frutas silvestres encontradas como amora, gabiroba, coquinho, cajá, pinha, e outras. Ás vezes, ao chegarmos em casa já estavamos cheios de tanto comer frutas.


A BICICLETA


Meu pai sempre se preocupou em nos dar o que havia de melhor e mais moderno na cidade e neste episódio sempre eramos o segundo a ganhar as novidades que vinham para a cidade, sendo que os primeiros sempre eram os filhos do dono do Posto de gasolina da cidade.
Com o esforço todo do meu pai ganhei uma bicicleta Monark azul e desfilamos pela cidade eu e minha irmã.
Numa manhã ensolarada, saímos eu e meus amigos pedalando pelas estradas e resolvemos ir até a rodovia que estavam abrindo, fora da cidade. Ao regressarmos por uma estrada de chão cheio de poeira nas laterais, vinha um carro de boi cantando, ao tentar sair de sua roda passei em um monte de poeira e derrapei justo de abaixo da roda do dito cujo. Imaginem os senhores como ficou à roda dianteira da bicicleta amigos, toda retorcida. O vaqueiro ficou todo sem graça e pediu desculpas. Logo a seguir vinha um amigo de meu pai em um jipe Willyans, que parou e me socorreu, levando a bicicleta para o Posto, onde meu pai estava. Chegando lá eles conversaram e meu pai não me chamou a atenção.
A partir daí aprendi muito, pois, a ação naquele momento de meu pai era se solidarizar comigo, pois sabia que eu jamais desejaria que o acidente tivesse ocorrido.
No mesmo dia a bicicleta foi consertada e lá estava eu e minha passeando nela pela cidade, felizes como sempre.