quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

OS BOIS DE CANGA

Naquela época lá pelas bandas de Luz,quando estava com uns sete anos ou um pouco mais andava muito com o pai do Normando em carro de boi.
Me lembro que o Sr Vicente tinha uma dupla famosa chamada Barroso e Mimoso da raça Brahma que possuía chifres longos e arqueados,que eram mansos podendo ser alimentados com milho na mão e levado à sua boca, bastando para isso ter cuidado para que a lingua dele não pegasse a mão da gente de lado para não puxar.
Fazer isso eu já estava craque, pois o Normando já havia me ensinado.
Outra coisa que eu gostava era de passar escova neles sendo que eu pegava um e meu amigo pegava outro.
Aqueles dois eram muito dóceis e como gostávamos de animais sempre estávamos a limpá-los e montá-los,só não tínhamos força para colocar lhes a canga, por ser muito pesada.Colocavamos a esteira em volta do carro de boi para irmos passear da roça para a cidade. Havia algo que eu apreciava muito, era quando o Sr. Vicente pegava uma lata de óleo queimado e passava no eixo das rodas do Carro de Boi na marcação do apoio do carro para não gastar a madeira, provocando um canto agudo e longo quando estava carregando carga, o quê normalmente acontecia.
Este canto era possível ser ouvido há quilômetros de distância e se o carro estivesse andando em um local em nível mais elevado como em cima de uma montanha,ai que o canto se propagava a uma distância bem maior sendo conduzido pelo vento.

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