MINHA IRMÃ SONIA
Nascida também em Divinópolis em 1950, apelidada de Soninha da Dineia, como todos ou quase todos os moradores daquela pequena cidade, sempre mereceu as atenções da mamãe por ser menida.
Recordo-me que seus cabelos crespos eram muito bem cuidados e penteados com brilhantina.
Dona Dineia era muito vaidosa e sabia fazer tranças lindas como só ela, daí caprichava nas tranças da minha irmã. Ganhava bonecas lindas e brincava o tempo todo disponível de casinha com suas colegas lá da rua.
Com dia e hora marcada a brincadeira reunia várias meninas e brincavam a tarde toda ate de tarde, um pouco antes de escurecer.
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Mas lembro de algumas meninas como a Nagela, Alba, Marlene, Lelena e Valdete, esta última ainda mantém contatos e a Lelena nos encontramos há alguns anos atrás.
As suas últimas são irmãs, com quem não nos víamos há mais ou menos trinta e cinco anos atrás;
Na época das aulas a coisa lá em casa era séria e tínhamos de estudar com afinco.
A Soninha por ser mais velha foi para a escola primeiro e obviamente aprendeu a ler e escrever primeiro.
Minha grande vontade era aprender a ler e escrever , e quando via ela lendo e fazendo os exercícios com minha mãe ensinando eu ficava desesperado querendo saber de tudo e acabava atrapalhando , tendo sido levado a ficar de castigo vário vezes para não atrapalhar.
Fazer o Para Casa era o máximo para mim e ficava sonhando em no próximo ano poder pegar o meu caderno e fazer o meu Para Casa com mamãe, além de passar a ler.
Havia outras partes que era decorar os Fatos e Tabuadas e para isso mamãe cobrava atenção máxima e concentração absoluta.
Fui vendo e aprendendo, e quando chegou minha vez as coisas já estavam bem mais fáceis e pude até cortar caminho pelo atalho, realizando assim o meu grande sonho de aprender a ler e escrever com minha mãe.
Na hora ade irmos para a escola, trajando uniforme passados e limpos, pois nisso nossa mãe caprichava e era notado por toda vizinhança, íamos de mãos dadas até virarmos a esquina lá em cima, e quando olhávamos para trás lá estava nossa mãe nos olhando e dando tchau.
Vale lembrar que naquela época por volta de 1956 tinha ocorrido a transição da lamparina para o lampião a Gás e já iniciávamos no tempo dos postes de Luz.
Como a mamãe deixava o mais pesado para mim,tinha de ir ao armazém buscar meio saco de arroz, feijão, açúcar e etc., tudo de bicicleta, pendurado lado a lado no guidom, enquanto a Soninha ficava com a arrumação da casa e ajuda na cozinha.
Nossa mãe sempre se preocupou com nosso futuro nos dando tudo que era de bom e melhor, nos alertando para o futuro.
MUDANÇA DE VIDA
Em 1964 mudamos para Divinópolis, cidade que nascemos, e logo após viu a revolução.
Ficamos pouco tempo lá e fomos para Belo Horizonte.
Após a morte de minha mãe fomos morar com a madrasta, uma página virada em nossas vidas.
Logo a Soninha foi morar na casa da Katia, uma amiga que a acolheu juntamente com seus pais e demais irmãos, dos quais fui colega de colégio.
Enquanto isso trabalhava e estudava até que vim para o Rio de Janeiro, onde a trouxe.
Aqui no Rio trabalhou no IBC até se aposentar, casou, e tive a grande honra de entrar com ela na igreja.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
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