BELO HORIZONTE
TRABALHO
Ao chegarmos à capital tudo foi novidade para mim.
Iniciei trabalhando na oficina mecânica com meu pai.
Morávamos em Nova Granada, um bairro distante quarenta minutos do centro da cidade, mas tinha que passa pela Barroca, bairro onde ficava a oficina. Todos os dias na hora do almoço eu passava por uma rua onde morava uma menina chamada Sonia, que ficava me esperando no portão de sua casa e quando me via vinha andando ao meu lado me perguntando meu nome etc. Ela passou a me paquerar todos os dias.
Um belo dia ela me fez declaração de amor assim na lata e eu fiquei todo sem jeito. Meu pai ao ver aquilo me dava à maior força.
O tempo foi passando e neste período surgiu uma pessoa que iria me ajudar muito.
O Guru
Trabalhava na oficina um rapaz ex- padre chamado Hernani que era muito culto e estava sempre a estudar e ler. Ele foi conversando comigo e me transmitindo ensinamentos e postura em situações adversas da vida.
Isto foi muito importante para mim, pois fui assimilando cultura e agregando valores.
Novos Caminhos
Em uma determinada manhã cheguei para o meu pai e disse que não queria mais trabalhar como mecânico, e que iria procura trabalho em escritório.
Estas palavras deixaram meu pai muito chocado e cabisbaixo disse que apoiava minha decisão, mas que jamais deixasse de ser um profissional correto e procurasse sempre ser e fazer o melhor, fosse a profissão que escolhesse, pois dela eu tiraria o sustento da minha família com dignidade.
O Escritório
No dia seguinte saí procurando emprego e fui para a Avenida Afonso Pena, a principal avenida da cidade de BH escolher o prédio mais bonito.
Peguei o elevador e fui ao último andar, começando por ele e de porta em porta fui batendo e me oferecendo como Auxiliar de Escritório. Quando cheguei ao térreo tinha seguramente umas cinco propostas efetivas para escolher, optando então por um grande Escritório de Contabilidade. Iniciando por calculo de impostos. Este escritório pertencia ao Sr Pocrany Alves, um descendente de índio que apostou em mim e foi fundamental nesta nova atividade, me ensinando tudo da área.
No segundo emprego curiosamente os donos do escritório eram de Divinópolis, minha terra natal
Área Hospitalar
Aos vinte anos fui trabalhar em hospitais na
área administrativa como coordenador de grupo de trabalho nos primeiros atendimentos no Pronto Socorro.
Depois fui transferido para o Faturamento, trabalhando em vários outros até minha ida ao Rio de Janeiro, pois no fundo só me interessava à graduação em uma Universidade, visto que em Belo Horizonte havia pouco e minhas chances eram mínimas.
Sonho de ser Médico
Com muita dificuldade concluí o nível médio trabalhando e estudando à noite.
Fazia pré vestibular e isto fazia com que dormisse tarde da noite e muito cansado.
Fiz dois vestibulares com disputa muito acirrada e diante de minhas dificuldades passei a solicitar bolsa a vários países da Europa, Estados Unidos e Escandinávia até que uma Universidade em Estocolmo se prontificou a me acolher desde que conseguisse aporte financeiro para tal. Coincidentemente o Santos Futebol Clube foi jogar em BH, então conseguí falar com ele, o Rei Pelé, apresentando a ele os papéis da referida Universidade.
Para surpresa ele se prontificou a assumir os custos, bastando para isso à confirmação da inscrição na Instituição. Como o período letivo seria considerado somente para o próximo ano o tempo passou e eu desisti daquele sonho, me propondo a vencer no meu próprio país.
Como trabalhava em Hospital como Faturista às vezes fazia organogramas e fluxogramas de distribuição de medicamentos e estruturas administrativas.
Essas sugestões eram elogiadas pelos meus supervisores onde demonstrava um dom para Administração, levando-me a optar por esse curso, posteriormente.
TRABALHO
Ao chegarmos à capital tudo foi novidade para mim.
Iniciei trabalhando na oficina mecânica com meu pai.
Morávamos em Nova Granada, um bairro distante quarenta minutos do centro da cidade, mas tinha que passa pela Barroca, bairro onde ficava a oficina. Todos os dias na hora do almoço eu passava por uma rua onde morava uma menina chamada Sonia, que ficava me esperando no portão de sua casa e quando me via vinha andando ao meu lado me perguntando meu nome etc. Ela passou a me paquerar todos os dias.
Um belo dia ela me fez declaração de amor assim na lata e eu fiquei todo sem jeito. Meu pai ao ver aquilo me dava à maior força.
O tempo foi passando e neste período surgiu uma pessoa que iria me ajudar muito.
O Guru
Trabalhava na oficina um rapaz ex- padre chamado Hernani que era muito culto e estava sempre a estudar e ler. Ele foi conversando comigo e me transmitindo ensinamentos e postura em situações adversas da vida.
Isto foi muito importante para mim, pois fui assimilando cultura e agregando valores.
Novos Caminhos
Em uma determinada manhã cheguei para o meu pai e disse que não queria mais trabalhar como mecânico, e que iria procura trabalho em escritório.
Estas palavras deixaram meu pai muito chocado e cabisbaixo disse que apoiava minha decisão, mas que jamais deixasse de ser um profissional correto e procurasse sempre ser e fazer o melhor, fosse a profissão que escolhesse, pois dela eu tiraria o sustento da minha família com dignidade.
O Escritório
No dia seguinte saí procurando emprego e fui para a Avenida Afonso Pena, a principal avenida da cidade de BH escolher o prédio mais bonito.
Peguei o elevador e fui ao último andar, começando por ele e de porta em porta fui batendo e me oferecendo como Auxiliar de Escritório. Quando cheguei ao térreo tinha seguramente umas cinco propostas efetivas para escolher, optando então por um grande Escritório de Contabilidade. Iniciando por calculo de impostos. Este escritório pertencia ao Sr Pocrany Alves, um descendente de índio que apostou em mim e foi fundamental nesta nova atividade, me ensinando tudo da área.
No segundo emprego curiosamente os donos do escritório eram de Divinópolis, minha terra natal
Área Hospitalar
Aos vinte anos fui trabalhar em hospitais na
área administrativa como coordenador de grupo de trabalho nos primeiros atendimentos no Pronto Socorro.
Depois fui transferido para o Faturamento, trabalhando em vários outros até minha ida ao Rio de Janeiro, pois no fundo só me interessava à graduação em uma Universidade, visto que em Belo Horizonte havia pouco e minhas chances eram mínimas.
Sonho de ser Médico
Com muita dificuldade concluí o nível médio trabalhando e estudando à noite.
Fazia pré vestibular e isto fazia com que dormisse tarde da noite e muito cansado.
Fiz dois vestibulares com disputa muito acirrada e diante de minhas dificuldades passei a solicitar bolsa a vários países da Europa, Estados Unidos e Escandinávia até que uma Universidade em Estocolmo se prontificou a me acolher desde que conseguisse aporte financeiro para tal. Coincidentemente o Santos Futebol Clube foi jogar em BH, então conseguí falar com ele, o Rei Pelé, apresentando a ele os papéis da referida Universidade.
Para surpresa ele se prontificou a assumir os custos, bastando para isso à confirmação da inscrição na Instituição. Como o período letivo seria considerado somente para o próximo ano o tempo passou e eu desisti daquele sonho, me propondo a vencer no meu próprio país.
Como trabalhava em Hospital como Faturista às vezes fazia organogramas e fluxogramas de distribuição de medicamentos e estruturas administrativas.
Essas sugestões eram elogiadas pelos meus supervisores onde demonstrava um dom para Administração, levando-me a optar por esse curso, posteriormente.

Nenhum comentário:
Postar um comentário