segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Música

Minha trajetória foi sempre ligada à música. Sempre cantando desde criança.
Gostava de cantar músicas de Ray Charles em Luz aos sete anos de idade e recentemente um amigo de infancia José Maria me lembrou que eu ficava na janela da sala lá de casa cantando “Yesterday” e “I Can’t Stop Lovin You” e a vizinhança ficava a me ouvir e elogiavam . Isto se deve a minha mãe, que não parava de cantar.

Em Belo Horizonte aos 17 anos no baile de formatura do segundo grau no clube Militar de BH um colega de sala me viu pensativo e perguntou se eu gostaria de cantar naquela noite, naquele baile e eu disse que sim. Não sei como ele falou com o dono do grupo musical e lá fui eu tirar o tom da musica “Yester my Yester you Yesterday” de Steve Wonder.
Após o intervalo cantei a música e fui aplaudido da metade da música até o final.
Não sei de onde surgiram tantas meninas bonitas que se sentaram a meus pés para ouvir a música. Após o show vieram me pedir autógrafos e pediram “bis”.

A partir daí passei a cantar aos sábados naquele grupo musical, Os Jovens. Depois fui para o conjunto de Tony Matos de Sete Lagoas.
Toda a quinta-feira ensaiava novas músicas e eu me envolvia cada vez mais.
Chegava a gravar uma música em quinze minutos e depois trabalhava sua tradução para saber seu conteúdo e das músicas pesquisadas as mais ricas eram dos “Beatles”, que me fascinava pela capacidade melódica e conteúdo de suas letras.
Todas elas mereciam uma interpretação especial, porém nenhuma me encantava tanto quanto “Something” que era difícil de interpretar devido à passagem da primeira para a segunda parte sem perder o tom.
Digo interpretar, pois não sei por que, ao cantá-la me transportava para o nirvana e quando me viam falavam que eu estava com os olhos cheios de lágrimas confirmava aí uma relação espiritual muito estreita com a música embora nunca tenha estudado música e não saber nenhuma nota musical sequer. Quando eu dizia isso meus amigos do conjunto riam de mim e não acreditavam.
Como treinamento da minha voz sempre ia para um sítio no final do bairro Nova Granada onde morava e cantava várias vezes a mesma música desenvolvendo o máximo o meu potencial vocal.
Uma vez ao terminar a missa dominical uma família estava me olhando e a senhora me perguntou se eu era o rapaz que cantava aquelas músicas que ela gostava de ouvir e me parabenizaram.
Naquela época a caravana que acompanhava o conjunto para todos os lugares onde se apresentava aumentou bastante.

Músico na noite de BH.
Aos vinte anos cantava na noite de BH em casas noturnas.
Estive quase um ano na Boate Pìgaley, onde interpretava muitas músicas de John Matias e outros cantores de sucesso da época, um repertório variado incluindo músicas brasileiras como Sambas e MPB.
Naquela época recebi convite para gravar disco porém como tinha que vir para o Rio acabei desistindo, pois comecei a me preocupar com o futuro e queria estudar.

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