segunda-feira, 3 de agosto de 2009

INFÂCIA EM LUZ E DIVINÓPOLIS


NATAL E ANO NOVO
Nas festas de final de ano passávamos em Divinópolis na casa da vovó ou da tia Tita, irmã da mamãe íamos de jardineira (ônibus da época) levando o leitão do natal e ano novo em caixote na porta malas superior. Ao chegarmos era dividido para casa da vovó Laudicena e da tia Tita, era só alegria com todos os familiares.
NA ESCOLA

No Grupo Escolar Sandoval de Azevedo fiz meu primário, e como primeira escola lá tive minha primeira namorada platônica que foi a prof. Da. Marília. Muito dedicada me cativou pelo carinho, pois sempre que obtia resposta positiva em tudo dos alunos, ela acariciava-os com aquelas mãos afáveis ainda dava beijos. Moral da história, quem não queria ganhar um carinho e um belo beijo dela, tornando uma disputa muito grande entre todos os colegas pelas melhores notas, melhores trabalhos, melhores cadernos, melhor redação, melhor leitura no ditado.
Meus dois primeiros anos foram no grupo escolar, depois os subseqüentes foram nas escolas reunidas São Rafael. Um colégio de freiras muito rígidas .

Foi uma experiência muito boa, pois me ensinou a ter mais disciplinas, vendo melhor as coisas com uma ótica diferente, mais responsável.

Havia uma irmã muito brava chamada irmã Helena, que de tão rígida se alguém piscasse meio torto ela colocava .
DIVINÓPOLIS

Ao mudarmos para Divinópolis, partimos numa madrugada até Lagoa da Prata, e de lá pegamos o trem até a nova cidade.
Isto porque minha mãe queria viajar de trem e esta foi à maneira de meu pai satisfazê-la.
Como ninguém acreditava nesta mudança, soubemos que no dia seguinte as pessoas passavam em frente a nossa casa em Luz\ e não acreditavam, preferindo imaginar que tínhamos saído de férias, como costumávamos a fazer. Quando a minha volta àquela cidade isto veio a ocorrer trinta e cinco anos depois.
Chegamos a Divinópolis em Janeiro de sessenta e quatro, ano da revolução.
Inicialmente ficamos morando na casa de vovó por dois meses no bairro de Niterói e depois fomos morar em uma casa próximo a Igreja do bairro. Do quintal dava para ver o transito na principal rua, logo na entrada da cidade. Certa manhã veio um movimento muito grande de tanques de guerra do exército, foi quando minha mãe nos disse que era os soldados das forças armadas para defender o poder contra revolucionários e que estávamos vivendo uma revolução, fato que a toda hora era anunciada pelas rádios.
Não entendia nada, passando a me interessar pelos fatos pesquisando pelos jornais sobre política e comecei a entender o que acontecia no país.
Naquela época só trabalhava na oficina mecânica com meu tio Zé um dos irmãos de meu pai.
Diga-se de passagem, eram três tios, Sebastião, Zé e João e dois primos, Marcos e Carlos que adoravam motocicleta Harlley-Davisson. Um dia , quando voltávamos do almoço para o trabalho na garupa da Halley do tio Zé, ao entrar na ponte em alta velocidade, por um fio conseguimos passar entre o muro da lateral da ponte e a carroceria de um SCANIABIS.Naquele momento a moto estava a aproximadamente oitenta quilômetros e só deu tempo do tio Zé gritar “quieto”.
Lá do outro lado após passarmos a ponte paramos e respiramos fundo e ele com a mão para o céu, agradeceu a Deus.
Meus primos gostavam também de BSA, motos alemães da segunda guerra mundial.
Moramos em Divinópolis por mais oito meses, e depois fomos para Belo Horizonte.

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